Tuesday, November 10, 2009

Dia de relógios na parede




Um dia de chuva.
Aqui dentro, alguma saudade. E uma vontade de outros licores

Monday, November 9, 2009

Doppo la pioggia



Segunda a tarde. Quase três. Certos silêncios.
Depois da chuva, e antes do céu azul de nuvens brancas: molhado.

Sunday, November 8, 2009

Sol e céu azul: um dia de pleno cerrado





Uma cidade de horizontes enormes, esses espaços.
O contraste das cores enchendo os olhos.
Aqueles pastos, um dia, careceram de fechos...

Sunday, September 20, 2009

Door knob




- "Você ainda falará comigo? Vou ficar aqui, sentado nessa calcada, pleno sol de meio-dia, uma poeira no ar, nem sinal de chuva para esfriar, um carro perdido a séculos de casa, sem rouxinóis nem bem-te-vis, tudo uma solidão de pedra, bem sussuarana e jequié, muitos silêncios.  Não me deixe. Volte. Um dia, afinal, a chuva há de chegar  por aqui.."

Monday, July 30, 2007

Saharienne

Todos aqueles silencios eram falta de pratica. De enfase. De teimosia incontida, repetida, sob o sol, na calçada. A cada dia eu acordava mais tarde. Ela seguia, do outro lado da mouraria, do outro lado da cidade, antes do mar.  Aqui apenas uma saudade. E uma musica. E uma foto junto a uma fonte.

Tanto sol que rebrilhava até nos ladrilhos escurecidos pela fumaca dos carros. Tanto sol que o cheiro das coisas se multiplicava, invadindo os sentidos, saindo de esgotos, de cantos de jardim ressecados, do verde intenso das folhas.

Um cheiro de café chegava do vizinho em baixo. Almofadas pelo chão. Um dia talvez nos reencontramos, saharienne. Numa rua ou em meu sonho, você sorrindo debaixo daquele azul de mar em dia de sol.

Até lá me restam as janelas que trazem você em surpresas, do outro lado da rua. Do outro lado, você sabe, Saharienne, do mar.

Monday, February 7, 2005

Young bricks

have seen centuries go by around mules, slaves,
knives on pockets, solidões. Minas Gerais, namelessly.